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Pesquisa escancara o contraste: goiano aprova Daniel Vilela, mas vira as costas para Lula

Levantamento da AtlasIntel mostra administração estadual com 60% de aprovação, ao mesmo tempo em que 61% dos goianos reprovam o governo federal

Eduardo Marques

Uma mesma pesquisa, dois retratos bem diferentes. É o que mostra o levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quinta-feira (3) sobre a política em Goiás. Levantamento do Diário de Aparecida aponta que, enquanto o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) colhe uma aprovação de 60% entre os eleitores do Estado, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta o caminho inverso, reprovado por 61% do mesmo público.

Os números não deixam muita margem para dúvida sobre o clima político goiano. Na avaliação da gestão estadual, quase metade dos entrevistados — 46,3% — classifica o governo de Vilela como “ótimo” ou “bom”. Outros 44,2% o veem como “regular”, e apenas 9,5% falam em administração “ruim” ou “péssima”. Já quando a pergunta muda de endereço e passa a tratar do Palácio do Planalto, o cenário se inverte: a desaprovação a Lula em Goiás soma 61%, contra 34% de aprovação.

O contraste ajuda a explicar por que Vilela aparece com folga em todos os cenários simulados para um eventual segundo turno na disputa pelo governo estadual. Contra o senador Wilder Morais (PL), o emedebista tem 53,7% das intenções de voto, ante 28,9% do adversário. Diante do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), a vantagem cresce para 57,2% a 25,6%. E num confronto com o deputado Luis César Bueno (PT), o placar chega a 60,2% a 16,2%.

O mesmo padrão se repete, só que ao contrário, quando o nome testado é o do presidente. Em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República dentro do Estado, o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 62,4% das intenções de voto, contra apenas 29,8% de Lula.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.214 eleitores goianos, de 27 de agosto a 1º de setembro deste ano. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob os números GO-05293/2026 e BR-06431/2026, custou R$ 65 mil e foi pago com recursos próprios.

Os dados reforçam uma leitura que já vinha se consolidando: em Goiás, a avaliação do eleitor parece caminhar por trilhos separados quando o assunto é governo estadual e governo federal — um fenômeno que tende a pesar tanto na disputa local pelo Palácio das Esmeraldas quanto na corrida presidencial de 2026.

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