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Chuva ajuda a reduzir o peso da conta de luz em outubro; entenda

Aneel anunciou o retorno da bandeira verde após cinco meses de amarela, período em que a fatura teve acréscimo

Eduardo Marques

A conta de luz deve ficar um pouco mais leve a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira verde volta a valer no próximo mês, o que significa que os consumidores não pagarão nenhuma cobrança adicional pela geração de energia.

A novidade, divulgada na última sexta-feira (25), encerra um período de cinco meses de bandeira amarela, que vinha acrescentando R$ 1,885 à fatura a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na prática, o valor extra deixa de aparecer na conta, o que representa alívio para o orçamento de residências, comércios e indústrias.

Segundo a Aneel, o principal motivo da mudança é a chuva. O maior volume de precipitações, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, ajudou a estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com mais água disponível, o sistema consegue produzir mais energia a partir das hidrelétricas e depende menos das termelétricas, que funcionam à base de combustíveis e têm custo de geração mais alto.

Como a chuva chega à conta de luz

A relação parece distante, mas é bem direta. As hidrelétricas têm papel central na matriz energética brasileira, e, quando os reservatórios estão em boas condições, o país pode apostar em uma fonte mais barata. Quando o nível cai, entram em cena as usinas termelétricas, e essa diferença de custo acaba repassada aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias.

Criado pela Aneel em 2015, o sistema funciona como um termômetro mensal do custo de gerar energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece casas, lojas e fábricas. A cor da bandeira é definida com base na previsão de variação desse custo em cada mês. Na bandeira verde, as condições são favoráveis e não há acréscimo na tarifa. Já nas bandeiras amarela e vermelha, a fatura sobe de acordo com o consumo, a cada 100 kWh.

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