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Campanha de Flávio propõe transição de dois anos no Bolsa Família

Daniella Marques diz que beneficiário que conseguir emprego formal ou abrir negócio manteria o pagamento pelo período mencionado, com retorno automático em caso de demissão

Eduardo Marques

A coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para temas econômicos, Daniella Marques, afirmou que o Bolsa Família terá uma regra de transição de dois anos caso o candidato seja eleito presidente. Pela proposta, quem conseguir emprego com carteira assinada ou abrir um negócio continuaria recebendo o benefício durante 24 meses. Passado esse prazo, o pagamento seria encerrado. Se houvesse demissão ou o empreendimento não desse certo dentro do período, a pessoa poderia voltar ao programa automaticamente.

A declaração foi dada em entrevista à CBN Bahia nesta segunda-feira (19). Segundo a economista, o modelo seguiria o que foi adotado na gestão de Jair Bolsonaro. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse.

Marques também afirmou que um eventual governo do PL não cortaria benefícios, e sim “privilégios” e “desperdícios” da máquina pública. Ela defendeu que a política econômica será guiada pela ideia de “prosperidade” e anunciou que Flávio pretende criar um ministério com esse nome. Para a coordenadora, a pasta teria a missão de fazer o brasileiro crescer junto com o país e voltar a construir patrimônio e riqueza para a família.

O que já existe na regra atual

O anúncio vem no auge da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dia depois do debate de domingo (18). A proposta do PL se opõe à lógica da atual gestão, que trata a assistência como garantia permanente para quem atende aos critérios de renda e vulnerabilidade.

Hoje, o programa já conta com a chamada Regra de Proteção. Quando a renda per capita da família supera o limite de R$ 218, chegando ao teto de R$ 706 por pessoa com um novo emprego ou atividade, ela não é desligada de imediato. Continua recebendo 50% do benefício por até 18 meses, tempo pensado para dar estabilidade ao orçamento doméstico durante a saída da pobreza.

Números do programa

O governo federal aplicou um reajuste de 15,04%, e o piso do benefício chegou a R$ 691 por família. O Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias e prevê adicionais de R$ 173 para crianças de até seis anos, R$ 58 para gestantes, R$ 58 para crianças e jovens de 7 a 18 anos e R$ 58 para lactantes de até seis meses.

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