Eduardo Marques
A Universidade Federal de Goiás (UFG) é a 13ª melhor universidade do Brasil, segundo o 12º Ranking Universitário Folha (RUF 2026). É o segundo ano consecutivo na mesma posição, depois do salto de seis colocações registrado na edição anterior, quando a instituição saiu do 19º para o 13º lugar.
O resultado também aparece na avaliação dos cursos. O RUF analisa os 42 de maior número de ingressantes no país, e a UFG oferece 40 deles. Desses, 27 estão entre os 20 melhores do Brasil, mais da metade, e sete conquistaram vaga no top 10 nacional.
Para o secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais (Secplan) da UFG, Paulo Henrique Cirino Araujo, a permanência na 13ª posição consolida a universidade entre as 15 melhores do país. Ele destaca ainda o peso regional da conquista. “No Centro-Oeste, só a UnB (9ª) e a UFG aparecem entre as 20 primeiras”, observa. “O aumento da nota geral reafirma a consistência dessa trajetória e o reconhecimento nacional da instituição”, enfatiza.
O pró-reitor adjunto de Graduação, Monarko Nunes de Azevedo, vê na classificação o reconhecimento do trabalho coletivo de docentes, técnicos administrativos e estudantes. “Manter essa posição, ainda mais após o avanço registrado na edição anterior, é uma conquista que reforça muito a relevância da nossa universidade pública e para a graduação”, acredita.
Cursos de graduação
Entre os cursos da UFG que ficaram no top 10 do país estão Biomedicina (6º), Zootecnia (8º), Artes plásticas e visuais (9º), Ciências contábeis (9º), Design (10º), Filosofia (10º) e História (10º).
Outros 20 cursos aparecem entre os 20 melhores. São eles Biologia (11º), Economia (13º), Agronomia, Enfermagem, Engenharia mecânica, Geografia, Letras, Medicina veterinária, Pedagogia e Propaganda e marketing (todos em 14º), Comunicação, Direito e Educação física (15º), Engenharia ambiental, Medicina, Odontologia e Relações internacionais (17º), Física e Serviço social (18º) e Arquitetura e urbanismo (19º).
Os demais cursos ficaram nas seguintes posições: Química (24º), Engenharia civil, Engenharia de produção, Engenharia elétrica e Nutrição (26º), Ciências sociais (29º), Engenharia química (31º), Administração de empresas e Farmácia (32º), Matemática (34º), Computação (35º) e Psicologia (66º).
Monarko celebrou o desempenho. “Esses 27 cursos da Universidade representam 67%, ou seja, quase 70% das 40 carreiras avaliadas entre as 20 primeiras. Essa presença de diferentes áreas do conhecimento acaba mostrando a abrangência da qualidade que a gente tem dentro da UFG”, afirmou. Segundo ele, o resultado de cada curso exige também a análise de indicadores específicos, para reconhecer fortalezas e identificar pontos de melhoria.
Mercado e pesquisa lideram
Nos cinco indicadores que formam a nota geral, a UFG foi melhor em mercado (15ª) e pesquisa (17ª). Na sequência vêm ensino (19ª), internacionalização (25ª) e inovação (28ª). A universidade também tem nota 5, a máxima, no Índice Geral de Cursos (IGC), indicador de qualidade criado pelo Ministério da Educação (MEC).
Para Paulo Cirino, a instituição preservou posições de destaque em todas as dimensões, com mercado, pesquisa e ensino entre os vinte primeiros lugares, e teve aumento de pontuação em quatro delas. Ele ressalta o avanço em inovação, da 33ª para a 28ª posição. “Esse resultado reforça o reconhecimento da atuação da UFG em uma dimensão que contempla patentes concedidas e produção científica em parceria com empresas, aproximando o conhecimento acadêmico das demandas da sociedade”, comenta.
Como o ranking é feito
A classificação anual da Folha de S.Paulo avalia 205 instituições públicas e privadas a partir de cinco critérios. A pesquisa tem o maior peso, de 42%, e considera publicações, citações, produção por docente, recursos, bolsistas do CNPq, teses e citações em políticas públicas. O ensino responde por 32%, com destaque para a opinião de docentes, medida pelo Datafolha, que vale 20%. O mercado, com 18%, reflete a preferência de empregadores. Internacionalização e inovação pesam 4% cada.
Neste ano, o RUF se adaptou às mudanças do Inep na avaliação dos concluintes de bacharelado e passou a incorporar o novo Enade das Licenciaturas e o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Em Direito, o índice de aprovação no exame da OAB também entra no cálculo.
Mais da metade das 69 instituições federais de ensino superior participa do levantamento, e há 37 federais entre as 50 melhores colocadas.
Planejamento para os próximos anos
Questionado sobre planos para melhorar ainda mais o ensino, Paulo Cirino afirmou que as estratégias estão no Plano de Gestão 2026–2030, orientado por cinco valores: diálogo, respeito, acolhimento, ética e transparência. O plano prevê ações para aprimorar o ensino, fortalecer a permanência estudantil, reduzir evasão e retenção, ampliar inovação e internacionalização e melhorar a infraestrutura.
“À Secplan cabe integrar planejamento, avaliação e informações institucionais, acompanhar metas e indicadores e dar transparência aos resultados. Dessa forma, a Universidade consegue identificar as necessidades dos cursos, estabelecer prioridades e apoiar as unidades acadêmicas na melhoria contínua da formação oferecida”, explica.



