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Aparecida de Goiânia é a segunda cidade de Goiás com mais postes atingidos por veículos em 2026

Motorista responsável pelo acidente responde civilmente e deve pagar a troca do poste e a recomposição da rede

Eduardo Marques

Quem dirige por Aparecida de Goiânia pode não perceber, mas a cidade ocupa o segundo lugar em Goiás no ranking de postes atingidos por veículos. De janeiro a outubro de 2026, foram 156 ocorrências, segundo a Equatorial Goiás. Só a capital registrou mais, com 490 casos no período.

Em todo o estado, a concessionária contabilizou 2.922 colisões contra postes nos dez primeiros meses do ano. Anápolis, Catalão e Rio Verde completam a lista dos municípios com mais registros, logo atrás de Goiânia e Aparecida.

O número é alto, mas está abaixo do observado em 2025. Até o fim da segunda quinzena de outubro, o indicador seguia inferior ao do ano passado, quando a empresa somou 4.382 postes atingidos em acidentes de trânsito no território goiano.

Os dados do Centro de Operações Integradas (COI) da distribuidora mostram que a manhã é o horário mais perigoso para a rede elétrica. O período concentra 42,6% das batidas. Em seguida vêm a tarde, com 34,8%, a noite, com 13,2%, e a madrugada, com 9,4%.

Na avaliação da Equatorial, o comportamento do motorista está por trás da maior parte dos casos. Excesso de velocidade, desrespeito às leis de trânsito, veículo sem manutenção e distração ao volante, seja pelo celular, pela embriaguez ou pelo sono, aparecem entre as principais causas. Vendavais e descargas atmosféricas também derrubam estruturas e dão mais trabalho às equipes.

Quando um carro bate em um poste, o prejuízo chega a quem está longe da via. Casas e comércios ficam sem energia, os custos de manutenção sobem e a população corre risco de choque elétrico e de queda de cabos energizados.

O gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da região Centro do Estado, Flávio Duarte, cobra uma mudança de atitude no trânsito. “É essencial uma mudança de comportamento no trânsito para enfrentar esse problema que afeta, de forma significativa, a infraestrutura elétrica destinada a atender a população goiana”, afirmou.

Depois de cada colisão, a empresa envia equipes para retirar o poste danificado, instalar um novo e reorganizar os circuitos e as fiações. A meta é deixar a área segura e religar a energia o quanto antes. Já a conta fica com o motorista. Pela legislação, quem causa o acidente responde civilmente pelos danos e precisa pagar a troca do poste e a recomposição da rede.

O que fazer em caso de acidente com poste

Se houver cabos caídos, a orientação da Equatorial é permanecer dentro do carro, sem encostar nas partes metálicas, até a chegada das equipes. O mesmo vale quando o poste cai sobre o veículo. Ninguém deve tocar em fios no chão ou sobre o automóvel, nem ficar embaixo de estruturas danificadas. Quem passa a pé deve se afastar e chamar socorro na hora.

Para evitar o problema, a empresa pede que o motorista mantenha pneus, freios, faróis e retrovisores em ordem e não dirija após consumir álcool, remédios ou outras substâncias. Usar o celular ao volante é infração gravíssima. Em pista molhada ou com neblina, o cuidado precisa ser maior. Reduzir a velocidade, manter distância dos demais veículos e respeitar a sinalização e os limites das vias também faz parte das recomendações.

Como acionar a Equatorial

As ocorrências podem ser registradas na Agência Virtual, no site www.equatorialenergia.com.br, no aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS), com a atendente virtual Clara, pelo WhatsApp (62) 3243-2020, no Call Center 0800 062 0196 ou nas agências de atendimento do estado.

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