Goiás

Homem diz ter raiva da Igreja Católica após destruir imagem de Nossa Senhora Aparecida em Goiás

Suspeito foi preso em Morrinhos após ataques a três templos de Caldas Novas; Polícia Civil confirmou flagrante por intolerância religiosa e dano

Um homem foi preso suspeito de atacar três igrejas católicas em Caldas Novas, no sul de Goiás, e danificar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Segundo a Polícia Militar, o suspeito confessou os atos de vandalismo e afirmou ter raiva da Igreja Católica por causa da veneração de santos. Os ataques ocorreram no fim de semana, e a prisão foi realizada no domingo (18), em Morrinhos.

As ações atingiram a Paróquia Divino Pai Eterno, no setor Estância Itaguaí II, a Capela São Lucas, no bairro Bandeirantes, e a Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro Mansões Águas Quentes.

Portas, janelas e vitrais foram quebrados. Na Paróquia Divino Pai Eterno, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida também sofreu danos. O valor total dos prejuízos ainda não foi divulgado.

Suspeito afirmou ser contrário à Igreja Católica

Conforme informações divulgadas pela Polícia Militar, o homem foi localizado por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) em Morrinhos, município situado a aproximadamente 58 quilômetros de Caldas Novas.

Ao perceber a presença dos policiais, ele tentou fugir, mas acabou abordado. Durante a ação, confessou ter praticado os ataques contra os templos religiosos.

Segundo relatos policiais publicados pela imprensa goiana, o suspeito declarou ser contrário à Igreja Católica e criticou a veneração de imagens religiosas. Ele também afirmou ter consumido álcool e outras substâncias antes dos ataques.

A identidade do homem não foi divulgada. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Caldas Novas.

Polícia investiga intolerância religiosa

A Polícia Civil informou que a ocorrência envolvendo a Paróquia Divino Pai Eterno foi inicialmente investigada como crime de dano, previsto no artigo 163 do Código Penal.

Posteriormente, a corporação confirmou que o flagrante também envolveu intolerância religiosa.

A legislação brasileira assegura a liberdade de crença e protege os locais destinados às manifestações religiosas. O artigo 5º da Constituição Federal estabelece que o exercício dos cultos religiosos é livre e garante proteção aos locais de culto e às suas liturgias.

O Código Penal também prevê punição para determinadas condutas contra manifestações religiosas, incluindo o vilipêndio público de atos ou objetos de culto.

A definição dos crimes eventualmente atribuídos ao investigado dependerá da apuração policial e da análise das circunstâncias dos ataques.

Paróquias lamentam destruição

A Paróquia Nossa Senhora das Dores, responsável por duas das capelas atingidas, divulgou comunicado manifestando tristeza diante dos episódios.

Na Capela São Lucas, foram danificadas a porta de vidro e a entrada do salão. Já na Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, os danos atingiram a porta principal e algumas janelas.

A instituição chegou a levantar a hipótese de que os episódios tivessem sido coordenados. Entretanto, essa possibilidade não foi confirmada pelas autoridades.

A Paróquia Divino Pai Eterno também publicou manifestação de repúdio à violência e ao desrespeito aos espaços religiosos.

As comunidades agradeceram o trabalho das forças de segurança responsáveis pela localização e prisão do suspeito e pediram respeito à liberdade religiosa.

Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi atingida

A depredação da imagem de Nossa Senhora Aparecida acrescentou uma dimensão religiosa ao episódio. A santa é reconhecida como padroeira do Brasil e possui uma das devoções mais difundidas entre os católicos brasileiros.

O caso ocorreu menos de uma semana após o dia 12 de outubro, data dedicada à padroeira, celebrada como feriado nacional.

Apesar das declarações atribuídas ao suspeito, ainda cabe à investigação esclarecer a motivação completa dos ataques, a sequência dos acontecimentos e a extensão dos prejuízos.

A Polícia Civil permanece responsável pela apuração. Até a publicação das informações disponíveis, não havia divulgação de uma conclusão definitiva do inquérito.

Fernanda Cappellesso

Olá! Sou uma jornalista com 20 anos de experiência, apaixonada pelo poder transformador da comunicação. Atuando como publicitária e assessora de imprensa, tenho dedicado minha carreira a conectar histórias e pessoas, abordando temas que vão desde política e cultura até o fascinante mundo do turismo.

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