Eduardo Marques
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), disse nesta segunda-feira (26), na Câmara Municipal, que pretende encontrar uma saída para a Taxa de Limpeza Pública (TLP) que caiba no bolso da população. A promessa veio em resposta à vereadora Aava Santiago (PSB), durante a prestação de contas do segundo quadrimestre.
Segundo Mabel, a Justiça não discute se a taxa pode existir, e sim a forma como ela é cobrada, o que inclui os valores mínimos e máximos e os subsídios. O prefeito lembrou que a lei federal obriga o município a bancar o serviço e afirmou que a taxa foi criada antes de sua gestão. Quando assumiu, disse ele, a prefeitura passou a trabalhar para aliviar o peso da cobrança, com subsídios e isenção para mais de 201 mil casas de baixa renda.
O modelo atual prevê subsídio de até 75% do custo do serviço e isenção para famílias mais pobres. Para o prefeito, não é justo que uma família de baixa renda pague um valor desproporcional à sua realidade. “Isso é um absurdo”, declarou.
Mabel contou que a prefeitura trabalha com a Procuradoria para chegar a uma alternativa segura do ponto de vista jurídico, sem deixar desprotegidos os mais vulneráveis. Ele reconheceu que a coleta de lixo tem custo e que o serviço precisa funcionar, mas disse que é preciso discutir como essa conta é dividida. O prefeito também indicou que pretende conversar com os vereadores para construir uma solução legal e transparente.
Investimentos e contas
Na mesma sessão, Mabel apresentou o balanço fiscal. Entre janeiro e agosto de 2026, a prefeitura investiu R$ 663,3 milhões, mais de quatro vezes o que foi aplicado no mesmo período de 2025. O valor já supera em 32,37% tudo o que foi investido no ano passado inteiro, R$ 501,1 milhões. A meta do prefeito é chegar a R$ 1 bilhão até o fim do ano, cerca de 14% da receita líquida do município.
O resultado primário ficou positivo em R$ 137,9 milhões, acima da meta anual de R$ 132,7 milhões. A Receita Corrente Líquida somou R$ 9,37 bilhões em 12 meses, alta de 8,59% sobre o segundo quadrimestre de 2025.
Saúde e educação
Na saúde, o município aplicou 18,57% da receita de impostos e transferências, acima do mínimo constitucional de 15%. Mabel anunciou ainda a previsão de investir R$ 500 milhões na área nos próximos dois anos, com 32 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Na educação, a aplicação chegou a 21,88%. O mínimo constitucional é de 25%, mas a apuração é anual, e o município tem até o fim do exercício para atingi-lo. Em 2025, no mesmo período, o índice era de 20,06% e fechou o ano em 25,83%.
Vereadores elogiam a gestão
Durante a sessão, parlamentares da base destacaram ações da prefeitura. Thialu Guiotti agradeceu pelas mais de 10 mil vagas abertas na educação, pela unidade de saúde entregue no Vale dos Sonhos e pela licitação da UPA do Jardim Guanabara, fechada há quase sete anos.
Denício Trindade ressaltou o volume de investimentos previsto, os projetos de infraestrutura, a reorganização fiscal e a recuperação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Anselmo Pereira falou das vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), dos 500 km de asfalto novo e das melhorias na limpeza, na iluminação e no trânsito.



