Goiânia integra ranking das mil melhores cidades do mundo e se destaca em meio ambiente
Capital ocupa 657ª colocação global, alcança 110º lugar em desempenho ambiental e figura na 16ª posição entre 29 localidades brasileiras analisadas

Goiânia aparece entre as mil cidades mais bem avaliadas do mundo no Global Cities Index 2026, levantamento elaborado pela Oxford Economics. A capital goiana ocupa a 657ª posição no ranking mundial e o 16º lugar entre as 29 localidades brasileiras incluídas no estudo, que considera indicadores econômicos, sociais, ambientais e institucionais para avaliar o desempenho dos centros urbanos.
O principal destaque da cidade está na categoria Meio Ambiente, na qual alcançou a 110ª colocação mundial. O resultado evidencia um dos pontos positivos de Goiânia na avaliação internacional, que considera aspectos relacionados ao ambiente natural e às condições associadas às mudanças climáticas.
A capital é conhecida pela presença de parques e áreas verdes distribuídos por diferentes regiões, entre eles o Parque Flamboyant, o Parque Vaca Brava, o Bosque dos Buritis e o Parque Areião. Esses espaços são utilizados pela população para atividades físicas, lazer e contato com a natureza, além de integrarem a paisagem urbana da cidade.
Apesar do desempenho expressivo na área ambiental, Goiânia apresentou resultados distintos nos demais critérios avaliados. Em Capital Humano, a cidade ficou na 558ª posição mundial. Em Governança, alcançou o 554º lugar. Já na categoria Economia, ocupou a 715ª colocação, enquanto em Qualidade de Vida apareceu na 897ª posição.
Os números mostram que, embora a capital goiana tenha obtido uma classificação relevante em Meio Ambiente, ainda apresenta diferenças significativas entre os indicadores que compõem a avaliação. O índice não considera apenas o tamanho da população ou a força econômica, mas também fatores relacionados ao bem-estar, às instituições e às condições de desenvolvimento urbano.
Panorama nacional
Entre as localidades brasileiras avaliadas, São Paulo obteve a melhor classificação, na 292ª posição mundial. Brasília aparece em seguida, no 335º lugar, enquanto Campinas ocupa a 463ª colocação. O Rio de Janeiro ficou na 487ª posição, e Florianópolis alcançou o 498º lugar.
Na sequência aparecem Belo Horizonte (533º), Curitiba (590º), Fortaleza (599º), Porto Alegre (607º), São Gonçalo (619º), Ribeirão Preto (625º), Baixada Santista (626º), São José dos Campos (640º), Sorocaba (649º) e Joinville (652º).
Goiânia aparece logo depois de Joinville e à frente da área formada por Vitória e Vila Velha, classificada na 659ª posição. Manaus ocupa o 711º lugar, seguida por Natal (716º), Campo Grande (726º), Cuiabá (756º), Belém (770º), Aracaju (786º), Recife (789º), João Pessoa (806º), Grande São Luís (819º), Salvador (854º), Maceió (878º) e Teresina (905º).
Avaliação internacional
No topo do ranking mundial está Nova York, nos Estados Unidos, seguida por Londres, Paris, Seattle, São Francisco, Dublin, Boston, San José, Tóquio e Zurique. A metodologia da Oxford Economics divide a análise em cinco categorias: Economia, Capital Humano, Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Governança. Os indicadores abrangem desde o crescimento econômico e as características demográficas até a saúde, a educação, o acesso a serviços e as condições ambientais.
O levantamento considera ainda o conceito de Áreas Urbanas Funcionais (FUAs), que inclui não apenas os núcleos urbanos, mas também regiões periféricas economicamente integradas e conectadas por deslocamentos cotidianos.
Ao reunir mil cidades distribuídas por 163 países, o Global Cities Index busca oferecer uma visão abrangente das condições urbanas e dos fatores que influenciam o desenvolvimento das cidades. A classificação permite comparar diferentes realidades e identificar áreas em que os centros urbanos apresentam resultados positivos ou desafios a superar.



