Goiânia reforça transporte sanitário com 11 ambulâncias e promete acabar com esperas de até oito horas
Pacientes sem quadro de urgência, como os que fazem hemodiálise, serão os principais beneficiados pela mudança
Eduardo Marques
A Prefeitura de Goiânia entregou nesta terça-feira (3) 11 novas ambulâncias ao Serviço de Atendimento de Transporte Sanitário (Sats). Outras três unidades entram em operação nos próximos dias e fecham uma frota de 14 veículos. A expectativa da gestão é que os pacientes passem a ser removidos entre unidades de saúde, hospitais e centros de exames com muito mais rapidez.
Até agora, o Sats funcionava com cinco ambulâncias, número que o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) considerou insuficiente. Em alguns casos, a espera por uma remoção chegava a oito horas. “Com as 14 ambulâncias, nós esperamos que o tempo de espera praticamente deixe de existir. Chamou, o tempo será apenas o necessário para o deslocamento do veículo”, afirmou.
O serviço é destinado a pacientes sem quadro de urgência ou emergência que precisam de deslocamento seguro e programado, seja para consultas, exames ou internações. Também atende pessoas acamadas que dependem de transporte regular, como as que fazem hemodiálise, com ida e volta até a residência.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, projeta ultrapassar 5 mil atendimentos por mês. “Vamos garantir que o paciente não fique aguardando além do tempo necessário para o transporte, não perca consultas ou chegue atrasado para os procedimentos. É uma vitória muito grande da gestão do prefeito Sandro Mabel”, disse. Ele explicou que o Samu cuida de urgências e emergências, enquanto o Sats leva pacientes a consultas, fisioterapia, hemodiálise e outros procedimentos, e também atende quem aguarda internação sem alta complexidade.
A coordenadora-geral do Samu, Jacqueline Leão, afirmou que a frota própria do Sats alivia a pressão sobre o serviço de urgência. “O Samu vai ficar responsável por toda a logística com o transporte dos pacientes de unidades para hospitais de internação e para reabilitação. A frota própria do Sats desafoga a demanda do Samu, que muitas vezes é acionado para situações que não são de urgência e emergência”, explicou.
Os veículos serão ligados a uma central de regulação, que vai organizar os deslocamentos e distribuir as ambulâncias conforme a demanda de cada região. Segundo o prefeito, o modelo permite o uso compartilhado da frota, sem que cada carro fique preso a um distrito ou unidade. “É um alento para a população de uma maneira geral, porque nós vamos ter esse tempo de remover o paciente, que às vezes demorava três, quatro, cinco, até oito horas para conseguir tirar um paciente de um local e levar para outro”, ressaltou.
Frota alugada
As ambulâncias foram contratadas por locação, a cerca de R$ 7 mil por mês cada uma. O valor inclui manutenção e veículos reservas, e os carros serão substituídos quando atingirem a quilometragem prevista em contrato. A frota anterior era própria e tinha cerca de dez anos de uso, segundo Mabel. “Se uma ambulância quebrar ou sofrer um acidente, a locadora tem que colocar uma de reserva. Então, nós sempre estaremos com as nossas 14 ambulâncias”, explicou.
Mais investimentos na saúde
A ampliação do transporte sanitário faz parte de um pacote de ações da prefeitura para a rede pública de saúde. O prefeito lembrou que o Samu recebeu 24 novas ambulâncias e fez mais de 74 mil atendimentos na capital entre janeiro de 2025 e junho de 2026.
Mabel também anunciou a construção simultânea de oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além da entrega da unidade do Jardim Guanabara, e a implantação de 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das quais três já foram entregues, incluindo a do Vale dos Sonhos. Segundo ele, as novas unidades terão estrutura padronizada, climatização e consultórios equipados. “Queremos que Goiânia possa atender população da melhor forma possível”, concluiu.



