Economia

Desemprego em Goiás deve chegar a 3,6% em dezembro, aponta IMB

Renda média do trabalhador goiano subiu 9,1% em um ano, enquanto a nacional avançou 2,8%

Eduardo Marques

Goiás deve terminar 2026 com uma taxa de desemprego de 3,6%, patamar 20% inferior ao projetado para o Brasil, de 4,5%. A estimativa é do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), no Boletim de Projeções Macroeconômicas do terceiro trimestre, divulgado em outubro.

Para dezembro, o instituto trabalha com uma margem. No estado, a taxa deve ficar entre 3,5% e 3,7%. No país, entre 4,3% e 4,6%. Segundo o IMB, a distância entre os dois cenários tende a se manter até o fim do ano, o que indica continuidade da queda da desocupação e contribui para a sustentação da economia goiana.

O movimento já aparece nos dados consolidados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em Goiás passou de 4,4% no segundo trimestre de 2025 para 4% no mesmo período de 2026. No Brasil, o índice ficou em 5,4%, ou seja, 1,4 ponto percentual acima do goiano.

A renda também joga a favor do estado. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE em agosto, o trabalhador goiano recebeu em média R$ 3.946 por mês no segundo trimestre deste ano. O valor está R$ 208 acima da média nacional, de R$ 3.738, o que representa uma diferença de 5,6%.

O ritmo de crescimento chama ainda mais atenção. Em comparação com o segundo trimestre de 2025, a renda média do trabalho em Goiás subiu 9,1% em termos reais, de R$ 3.618 para R$ 3.946. No país, o avanço foi de 2,8%, de R$ 3.635 para R$ 3.738.

Por trás desses números está um mercado de trabalho de grande porte. Segundo o IBGE, Goiás tinha cerca de 3,88 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026. O setor de serviços reunia o maior contingente, com 1,95 milhão de trabalhadores (50,2%), seguido pelo comércio, com 867 mil (22,3%). Na comparação com o mesmo período de 2025, o número de ocupados no comércio cresceu 5,8%.

Vinculado à Secretaria-Geral de Governo de Goiás, o IMB elaborou as projeções a partir dos indicadores da PNAD Contínua e de modelos estatísticos próprios. Os percentuais previstos para dezembro são estimativas e podem ser atualizados conforme novos dados forem divulgados.

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