
Duas revendedoras de pneus em Goiânia tiveram as atividades suspensas após fiscalização realizada na última quinta e sexta-feira. A ação ocorreu em quatro estabelecimentos, sendo que dois deles, localizados na Avenida Independência e na Terceira Radial, no Setor Pedro Ludovico, foram interditados por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A operação foi realizada pelo Procon Goiás em conjunto com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), após o recebimento de denúncias de consumidores.
Segundo os relatos, as empresas utilizavam o mesmo modus operandi: anunciavam ofertas aparentemente vantajosas e informavam, por aplicativo de mensagens, a disponibilidade de determinada marca de pneu. No entanto, ao chegar ao local, o consumidor era induzido a adquirir produto de outra marca, geralmente de valor mais alto.
Também há denúncias de que, após o veículo já estar suspenso no elevador, funcionários apresentavam novo orçamento sem autorização prévia e utilizavam pressão psicológica e constrangimento para que o cliente aceitasse os serviços adicionais.
Em um dos casos relatados, o consumidor afirmou ter procurado a loja apenas para trocar pneus, mas assinou um documento sem discriminação detalhada dos serviços. Ao final, foi informado de que precisaria pagar quase R$ 9 mil para retirar o veículo do local, valor que acabou quitando por receio de não conseguir reaver o carro.
A suspensão das atividades foi aplicada por infrações como falta de informações claras e precisas, prática de publicidade enganosa e venda casada, quando o fornecimento de um produto é condicionado à contratação de outro serviço. Durante o período de interdição, as empresas não poderão realizar qualquer tipo de transação, seja na loja física ou pela internet.
O retorno das atividades dependerá da correção das irregularidades apontadas e da adequação às normas do Código de Defesa do Consumidor, o que será verificado em nova fiscalização.
A Decon recolheu documentos, realizou intimações e informou que as investigações criminais continuam.



