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Médico é investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Goiânia e Senador Canedo

Cinco vítimas já foram identificadas; investigação aponta que abusos teriam ocorrido durante consultas e exames

Médico é investigado após denúncias de abuso durante consultas em Goiás.

Um médico ginecologista está sendo investigado por suspeita de praticar crimes sexuais contra pacientes em Goiânia e Senador Canedo. As apurações começaram há cerca de 40 dias e, até o momento, cinco vítimas foram identificadas, uma em Senador Canedo e as demais na capital.

Segundo a investigação, os casos podem ter ocorrido desde 2017. As duas primeiras denúncias foram registradas naquele ano e em 2020. Mais recentemente, no dia 9 de março, outras três mulheres procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deaem) relatando situações semelhantes de abuso durante atendimentos médicos.

De acordo com a delegada Amanda Menuci, os relatos indicam um padrão de comportamento. “A forma como as vítimas relataram que foram abordadas, primeiro ganhando a confiança, para depois serem abusadas durante as consultas não deixam dúvidas de que estamos diante de um predador sexual”, afirmou.

Ainda conforme a delegada, as vítimas, que não se conheciam, descreveram abordagens parecidas. Elas relataram que o médico iniciava as consultas com elogios, evoluía para comentários de cunho íntimo e, em seguida, realizava toques sem consentimento. Em alguns casos, os procedimentos descritos não tinham relação com os exames médicos.

Em uma das denúncias, a vítima afirmou que foi submetida a ato sexual dentro do consultório, após o médico trancar a porta e dispensar a secretária. Outra mulher relatou que, mesmo após um episódio anterior de assédio, retornou ao atendimento acompanhada da filha adolescente e ainda assim sofreu toques considerados inapropriados.

Quatro dos casos investigados teriam ocorrido em uma clínica particular no Setor Campinas, em Goiânia, e um em Senador Canedo. A polícia acredita que a divulgação do caso pode levar ao surgimento de novas vítimas.

Foi solicitada a prisão preventiva do investigado, mas o pedido foi negado pela Justiça, que determinou medidas cautelares. Entre elas estão a proibição de contato com as vítimas e a restrição de deslocamento. O médico responde pelo crime de estupro de vulnerável, já que, segundo a investigação, as pacientes estariam em condição de vulnerabilidade durante os atendimentos.

Além disso, o Conselho Regional de Medicina (CRM) suspendeu o direito do profissional de exercer a medicina. A defesa do investigado não foi localizada até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.

A divulgação da imagem e nome do investigado foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho do(a) delegado(a) de polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas que façam seu reconhecimento, a fim de subsidiar a instrução do procedimento investigatório.

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