Brasil

Taxa de desemprego de 5,2% é a menor para o terceiro trimestre em 14 anos no Brasil

Informalidade ficou em 37,5% e o rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 3.790

Eduardo Marques

A taxa de desocupação no país recuou para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice para esse período desde 2012. O resultado marca queda em relação aos 5,4% do segundo trimestre e aos 5,6% registrados no mesmo intervalo de 2025. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a queda, o país tem hoje 5,6 milhões de pessoas desocupadas. São 234 mil a menos que no trimestre de abril a junho, o que representa redução de 4%. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, quando eram 6 milhões, a diminuição foi de 417 mil pessoas, ou 6,9%.

Do outro lado da conta, o número de brasileiros trabalhando bateu recorde. A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série histórica da pesquisa. Foram 581 mil pessoas a mais em três meses, alta de 0,6%, e 1,2 milhão a mais em um ano, aumento de 1,2%. O nível da ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, também atingiu patamar inédito, com 59%. No trimestre anterior, o índice era de 58,8%, e no mesmo período de 2025, de 58,7%.

Informalidade e renda

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, estava em 37,4% (38,6 milhões), e um ano antes, em 37,8% (38,7 milhões). Ou seja, quase quatro em cada dez pessoas ocupadas seguem sem carteira assinada ou vínculo formal.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.790. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e subiu 3,6% em um ano, o que representa R$ 131 a mais no bolso do trabalhador. Já a massa de rendimento real habitual, que soma tudo o que os ocupados recebem, alcançou R$ 387,5 bilhões, também recorde da série. A alta foi de 1,5% no trimestre (R$ 5,6 bilhões a mais) e de 4,7% em um ano (R$ 17,5 bilhões).

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