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Terminal de ônibus Praça A integra processo de modernização do sistema de transporte coletivo da capital

23 estações de recarga com capacidade para atender até 46 veículos elétricos simultaneamente

Goiânia avança na modernização da mobilidade urbana com investimentos em transporte coletivo, infraestrutura viária e soluções voltadas à sustentabilidade. A parceria entre a Prefeitura de Goiânia e o Governo de Goiás busca ampliar a eficiência dos deslocamentos, melhorar a acessibilidade e oferecer alternativas para os desafios provocados pelo crescimento da cidade.

Uma das iniciativas é a implantação do Bus Rapid Service (BRS), modelo de transporte coletivo que prioriza a circulação dos ônibus em vias estratégicas, sem exigir, necessariamente, grandes obras de infraestrutura. A proposta é tornar as viagens mais rápidas e regulares, com melhor aproveitamento do espaço viário existente.

Entre os investimentos, o prefeito Sandro Mabel e o governador Daniel Vilela participam diretamente da entrega de nove ônibus zero quilômetro, com piso baixo, destinados à operação do sistema. A previsão apresentada é de que a frota alcance 15 veículos até o fim de dezembro, com ampliação da capacidade de atendimento e maior conforto aos passageiros.

Os coletivos contam com climatização e tecnologia de motorização que atende aos padrões de controle de emissões Euro 6. O piso baixo também facilita o embarque e o desembarque, especialmente para pessoas com deficiência, idosos e passageiros com mobilidade reduzida.

Transição energética acelera descarbonização da frota

A eletrificação da frota representa outra frente de modernização do transporte coletivo na capital. Goiânia também avança com a incorporação de ônibus elétricos articulados e biarticulados, que contribuem para reduzir as emissões locais de poluentes e o ruído durante a operação.

Para atender a esses veículos, a garagem da Metrobus recebeu uma estrutura de recarga de alta capacidade, com potência informada de seis megavolt-ampères (MVA). O complexo conta com 23 estações de recarga de 240 quilowatts, estrutura projetada para atender até 46 veículos simultaneamente, conforme a configuração de conexão e operação.

Segundo a empresa responsável pela estrutura, a ampliação da infraestrutura energética é fundamental para viabilizar o uso dos ônibus elétricos em larga escala. Além da redução de emissões durante a circulação, a iniciativa exige planejamento para garantir autonomia, disponibilidade dos veículos e regularidade das linhas.

Terminais e acessibilidade

A reconstrução do Terminal Praça A, no Setor Campinas, também integra o conjunto de melhorias. A proposta contempla investimentos na acessibilidade, iluminação em LED e recursos de monitoramento, com o objetivo de qualificar a experiência dos usuários do Eixo Anhanguera.

Intervenções para melhorar o trânsito

A modernização também envolve mudanças na organização do tráfego. Entre as medidas estão as chamadas Direita Livre, que facilitam determinadas conversões à direita, e Esquerda Livre, voltadas à melhoria da fluidez em cruzamentos estratégicos.

A Direita Livre já está presente em mais de 80 pontos mapeados, enquanto a Esquerda Livre tem como referência inicial o cruzamento das avenidas T-3 e T-10, no Setor Bueno. As intervenções buscam reduzir retenções e melhorar a circulação, com respeito às condições de segurança de pedestres e demais usuários das vias.

Outro destaque é a infraestrutura cicloviária. Segundo os dados informados pela Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), a malha da capital alcança mais de 75,04 quilômetros, com alternativas de deslocamento e oportunidades de integração entre bicicletas e transporte coletivo.

Apesar dos avanços, o desafio é garantir que os investimentos produzam resultados concretos no cotidiano da população. A integração entre ônibus, bicicletas, pedestres e veículos particulares será decisiva para reduzir o tempo de viagem e tornar os deslocamentos mais seguros.

Com a combinação de novas tecnologias, intervenções viárias e alternativas de menor impacto ambiental, Goiânia busca construir um sistema de mobilidade mais eficiente, acessível e preparado para as demandas futuras.

Brunno Moreira

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