Especial

Mabel destaca avanços na educação, saúde, infraestrutura e mobilidade de Goiânia

Prefeito ressalta criação de 10 mil vagas escolares, mais de 132 mil pacientes atendidos na fila de cirurgias e recuperação de 500 quilômetros de vias, além de investimentos em tecnologia e melhorias no transporte coletivo

O prefeito Sandro Mabel apresentou um balanço das principais realizações da administração municipal em entrevista ao Diário de Aparecida. Entre os resultados, destacou a ampliação de vagas na educação, a modernização das escolas, a reorganização da rede de saúde e a redução das filas por procedimentos. Também abordou a recuperação asfáltica, as intervenções viárias e os projetos destinados a melhorar a circulação de veículos e o transporte coletivo na capital.

A educação pública de Goiânia está entre as melhores do Brasil. Quais são as principais conquistas da atual gestão?

A educação é a menina dos meus olhos. Eu gosto demais da educação. Minha primeira missão foi levar os meninos pra dentro da sala de aula, né. Foram 10 mil vagas criadas somente no nosso primeiro ano de gestão. Zeramos as filas. Tenho muito orgulho disso. Depois foi melhorar a estrutura. Investimos muito com o Pafie (Programa de Autonomia Financeira das Instituições Educacionais) que demos para as diretoras das escolas a possibilidade de investir nas próprias escolas como elas entendem ser melhor para cada unidade. Foram mais de R$ 500 milhões.

Mas eu fico de olho, né. Fazemos DRE todo mês olhando cada gasto e como cada escola pode melhorar. Isso transformou a educação de Goiânia, tornando-a uma das melhores do Brasil, segundo o Ministério da Educação. Agora vamos investir mais em tecnologia. Por isso todas as salas de aula contam com lousa digital, já foram quase 2 mil. Até os pequenininhos dos Cmeis eu pedi para colocar. Estamos terminando de entregar os tablets agora. Já foram mais de 15 mil para toda a rede. E vamos ampliar nos próximos anos.

A prefeitura ampliou a capacidade dos Cmeis e investiu nas escolas de tempo integral. Quais são as próximas prioridades?

Uma das nossas prioridades é ampliar o ensino em tempo integral. A gente quer que os alunos tenham mais tempo para aprender, praticar esportes, desenvolver habilidades e ter acesso à cultura e à tecnologia. Também quero melhorar cada vez mais a alfabetização. A criança precisa aprender a ler e escrever na idade certa. E vamos continuar investindo na estrutura das escolas, na tecnologia e na valorização dos profissionais.

A rede municipal realizou mais de 6,2 milhões de atendimentos na atenção primária em um ano. O que esses números representam?

Representam milhões de vezes em que a população procurou a rede pública e precisou de atendimento. A gente sabe que ainda existem problemas e que muita gente espera por uma consulta ou um exame. Não vou dizer que está tudo resolvido, porque não está. Estamos ainda longe disto.

Mas estamos trabalhando para melhorar o atendimento, colocar profissionais onde faltam, ampliar a capacidade das unidades e organizar melhor a rede. Minha preocupação é fazer com que as pessoas sejam atendidas com mais rapidez e qualidade.

Precisamos lembrar que até o final de 2024 a nossa rede pública de saúde estava até sob intervenção do Estado. Já organizamos a casa e retomamos os investimentos, com o abastecimento de mais de 90% dos medicamentos nos estoques, aumento de médicos e profissionais de saúde, reorganização das maternidades, implantação do atendimento pediátrico 24 horas por dia nas UPAs, entre outras ações.

A prefeitura já atendeu mais de 132 mil pacientes em fila de cirurgias, avançou na estruturação do Samu e na construção de novas unidades de saúde. Fale sobre essas conquistas.

A saúde exige muito trabalho e muita responsabilidade. Quando assumimos, encontramos uma demanda enorme por atendimento e procedimentos. Por isso, uma das nossas prioridades foi enfrentar as filas. Também estamos reforçando o Samu, melhorando a estrutura das unidades e trabalhando para ampliar a oferta de serviços. Reativamos as motolâncias depois de 10 anos paradas e conseguimos trazer mais 7 ambulâncias para o Samu. Na atenção básica, estamos avançando com novas unidades de saúde e com a retomada de obras que estavam paradas. Temos um planejamento para ampliar essa estrutura, inclusive com oito novas UPAs previstas no nosso programa de investimentos. Três delas estão previstas para avançar em 2026.

Goiânia superou a marca de 500 quilômetros de vias recuperadas. Qual é o balanço desse trabalho?

Olha, esse é um trabalho que muda a cidade de verdade. Quando chegamos, encontramos muitas ruas com o asfalto comprometido e decidimos enfrentar esse problema de frente. Já passamos dos 500 quilômetros de ruas e avenidas recuperadas e não vamos parar por aí. A nossa meta é ultrapassarmos 1,2 mil quilômetros até o fim da gestão. Em alguns trechos, é necessário retirar o asfalto velho, recuperar a base e fazer tudo de novo. Não adianta fazer um asfalto de qualquer jeito. Tem que fazer bem-feito, para durar.

A gestão promove mudanças em rotatórias e cruzamentos para melhorar o trânsito. Quais são os principais avanços?

O trânsito de Goiânia precisa andar. Estamos fazendo essas mudanças com estudos técnicos, ajustando rotatórias, melhorando a sinalização e implantando a metronização, que sincroniza os semáforos para dar mais fluidez aos corredores. No BRT Leste-Oeste, por exemplo, já tivemos melhora na velocidade dos ônibus e redução no tempo de viagem. Também estamos avançando com projetos como a Onda Verde, a Direita Livre e as intervenções em corredores importantes, como a Avenida T-7.

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