AparecidaBrasilGoiás

Aparecida de Goiânia recebe final da Olimpíada Nacional de IA e premia estudantes de Goiás e São Paulo

Última etapa obrigou escolas públicas e privadas a formarem duplas e resolverem problemas reais da saúde de Goiás

Eduardo Marques

A Escola do Futuro de Goiás Luiz Rassi, em Aparecida de Goiânia, foi palco nesta segunda-feira (2) do anúncio das equipes vencedoras da 3ª Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial Aplicada (OIAA). A competição distribui R$ 420 mil em prêmios e oferece a estudantes goianos a chance de fazer intercâmbio internacional.

O primeiro lugar ficou com o Super Time Algoritmas + InsightIA, que reúne a equipe paulista Algoritmas e a goiana InsightIA. Cada integrante, entre estudantes e tutores, levou R$ 10 mil. Os alunos são Giovanna Pelati, Lívia Cunha Navarro e Yasmin Barbosa Rodrigues Pinheiro, da Algoritmas, orientados pelo tutor Carlos Eduardo Santi, e Daniel Alves Camargo, Felipe Pires dos Santos e Lucas Miranda da Silva, da InsightIA, com orientação do tutor Alan Pedro de Araujo.

Os Super Times do segundo ao quinto lugar receberam, por integrante, R$ 8 mil, R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil, respectivamente. A classificação final ficou assim.

  • 1º lugar. Algoritmas (SP) + InsightIA (GO), com R$ 10 mil por integrante
  • 2º lugar. Better Than You (GO) + Fluxo (GO), com R$ 8 mil por integrante
  • 3º lugar. Verumax (GO) + Magic Bit (GO), com R$ 6 mil por integrante
  • 4º lugar. Germinare (SP) + Python Warriors (GO), com R$ 4 mil por integrante
  • 5º lugar. while True: WIN (GO) + Bala Neural (GO), com R$ 2 mil por integrante

Além do dinheiro, os 24 estudantes goianos de maior destaque vão passar um mês no exterior pelo programa Goiás pelo Mundo, do Governo de Goiás.

Desafio com dados reais da saúde

Na etapa decisiva, os jovens trabalharam com dados públicos da rede de saúde goiana, como ocupação de leitos e UTIs e casos de dengue e outras arboviroses. As equipes escolheram entre três desafios: prever a ocupação de leitos na semana seguinte, apontar hospitais com risco de superlotação ou antecipar se a demanda por leitos subiria, cairia ou ficaria estável.

A dupla campeã criou um painel digital com inteligência artificial que indica se a ocupação hospitalar tende a crescer, diminuir ou se manter. Na prática, a ferramenta pode ajudar gestores a se preparar para períodos de maior procura, organizar equipes e evitar a superlotação.

A diretora do CEIA-UFG, professora Telma Soares, avaliou que os alunos aplicaram o que aprenderam e mostraram criatividade diante de problemas reais do estado. “Colocar esses alunos diante de problemas sentidos na pele pela população os aproxima daquilo que é o mais importante”, afirmou.

A vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta, destacou o papel da universidade na estrutura do evento. Para ela, aproximar os jovens do ambiente acadêmico faz com que “enxerguem o campus como um espaço do qual podem fazer parte”.

Alcance nacional

Na primeira edição aberta a todo o país, a Olimpíada recebeu 817 inscrições de equipes, com mais de 2 mil estudantes. Participaram de fato 600 equipes de 19 estados. Depois das fases iniciais, 50 times chegaram à etapa presencial, com 150 estudantes e 50 tutores de Goiás, Ceará, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal.

No segundo dia, 30 equipes se classificaram para a grande final, metade de escolas públicas e metade de privadas. Goiás teve 25 delas, ou 83,3% do total. Para a última fase, os times foram reunidos em 15 Super Times, cada um com uma escola pública e uma privada, o que obrigou os estudantes a colaborar.

O subsecretário de Formação de Talentos e Transformação Digital da Secti, Robert Bonifácio da Silva, disse esperar que a experiência desperte o interesse pela área. “Queremos que essa experiência desperte o interesse pela área e incentive os jovens a continuar estudando”, declarou.

Crescimento em três anos

A Olimpíada foi criada em 2024, com 90 equipes. Em 2025 foram 357, e em 2026 chegou a 817 inscrições, alta superior a 800% sobre a primeira edição. A iniciativa é promovida pelo governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), para formar novos talentos e estimular carreiras em ciência, tecnologia e inovação.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo