Eduardo Marques
Os consumidores de Goiás passam a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quinta-feira (22). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o reajuste tarifário anual da Equatorial Goiás, que resulta em aumento de 7,36% na tarifa residencial. A medida atinge aproximadamente 3,67 milhões de unidades consumidoras em todo o estado.
O efeito médio global do reajuste, considerando todas as classes de consumo, é de 7,25%. Para a baixa tensão, que reúne residências e pequenos comércios, o aumento médio é de 7,26%. Para clientes de média e alta tensão, como grandes empresas e indústrias, o impacto médio é de 7,22%. O novo reajuste vem um ano depois do aumento médio de 18,55% aplicado pela distribuidora em outubro de 2025.
Segundo a Equatorial Goiás e a Aneel, a alta reflete o aumento dos custos do setor elétrico nacional. Entre os fatores citados estão o encarecimento da compra de energia, impulsionado pelo acionamento de usinas termelétricas, a atualização de encargos setoriais e dos custos de transmissão e as despesas com a operação da rede, somadas a ajustes financeiros previstos nas normas regulatórias.
O percentual aplicado ao valor da conta não é igual para todos. A variação exata no boleto depende do consumo em quilowatts-hora (kWh) e dos impostos. Considerando apenas a parcela tarifária sujeita ao reajuste, uma parcela de R$ 100 passa a R$ 107,36. Uma de R$ 200 vai para R$ 214,72, uma de R$ 300 chega a R$ 322,08, e uma de R$ 400 sobe para R$ 429,44.
A distribuidora esclarece que o valor da fatura não fica integralmente com a empresa. Em uma conta hipotética de R$ 100, R$ 39,06 são destinados a impostos e tributos, como ICMS, PIS e Cofins. Outros R$ 33,75 cobrem a compra e o transporte da energia, além dos encargos setoriais. Os R$ 27,19 restantes ficam com a Equatorial Goiás para manutenção, operação e investimentos no sistema elétrico do estado.
Outubro está com bandeira tarifária verde, o que significa que não há cobrança extra por condições desfavoráveis de geração. A Aneel ressalta, porém, que o sistema de bandeiras funciona de forma independente do reajuste anual e, por isso, não evita a alteração na tarifa base.
Para famílias inscritas na Tarifa Social de Energia Elétrica, seguem valendo a gratuidade dos primeiros 80 kWh consumidos no mês e o Desconto Social, que isenta da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) o consumo de até 120 kWh em famílias elegíveis, com renda de até um salário mínimo por pessoa.
As novas tarifas valem desde 22 de outubro, mas a cobrança nos boletos depende do ciclo de leitura e faturamento de cada residência. Nas faturas que abrangem dias anteriores e posteriores à data de início, o consumo é calculado de forma proporcional a cada período. Para reduzir o impacto no orçamento, a concessionária orienta os consumidores a controlar o tempo de uso de aparelhos de alta potência, evitar desperdícios e dar preferência a equipamentos com selos de maior eficiência energética.



