Aparecida de Goiânia

Suspeito de gerenciar tráfico, rapper morre após suposta troca de tiros com a CPE em Aparecida

Conforme a Polícia Militar, o investigado mantinha forte articulação com a facção Comando Vermelho

Uma averiguação promovida por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) terminou com a morte de um suspeito em Aparecida de Goiânia. O artista Eugênio do Nascimento Neto, de 45 anos, conhecido pelo trabalho no rap, foi baleado no bairro Jardim Veneza após suposta reação a uma abordagem dos militares da unidade tática.

Conforme o Registro de Atendimento Integrado (RAI), as guarnições foram enviadas ao local após o recebimento de denúncias anônimas sobre a existência de um ponto de comercialização e distribuição de drogas. Ao se aproximarem da residência indicada, os agentes teriam sido recebidos a tiros pelo investigado, o que deu início ao confronto no qual ele acabou alvejado e morto.

 

Levantamentos preliminares conduzidos pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Goiás (PM-GO) apontam que o cantor mantinha forte articulação com a organização criminosa Comando Vermelho (CV). Segundo os dados apurados pela corporação, Eugênio atuava no armazenamento de entorpecentes e na gestão do abastecimento de diversos pontos de venda espalhados por Aparecida de Goiânia e pela capital.

No imóvel onde ocorreu a intervenção, a polícia apreendeu uma pistola de fabricação israelense que, segundo o relato das equipes, foi utilizada por Eugênio durante o tiroteio. Durante as buscas no local, foram encontrados cerca de oito quilos de cocaína, além de diversas porções de maconha embaladas e prontas para a comercialização.

O corpo do artista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames periciais de praxe. A apuração dos fatos e das circunstâncias do confronto está a cargo do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) da Polícia Civil de Aparecida de Goiânia. Até o fechamento desta reportagem, a corporação não havia confirmado se Eugênio possuía antecedentes criminais. As diligências continuam para mapear outros possíveis integrantes da rede de tráfico atuante na Região Metropolitana.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo