Eduardo Marques
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, votaram na manhã deste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026. Cada um deles aproveitou a saída da seção eleitoral para falar a apoiadores e à imprensa, com mensagens que resumem o tom das duas campanhas.
Lula votou em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, seu domicílio eleitoral, por volta das 9h. Aos 80 anos, o presidente afirmou que nunca presenciou uma mobilização popular como a das últimas semanas. Lembrou que acompanha a vida política há cinco décadas e que participou de todas as campanhas presidenciais desde 1989.
“Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, disse.
Emocionado, o petista disse que vota agradecido aos eleitores. “O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, declarou.
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro votou por volta das 8h20, na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte. Como no primeiro turno, chegou pouco depois da abertura dos portões. Estava acompanhado da esposa, Fernanda, e do governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL).
Ao deixar o local, o senador centrou o discurso na ideia de mudança e na crítica ao atual cenário do país. “Eu acho que chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim no 1º turno, que seja no 2º. O Brasil não aguenta mais 4 anos do jeito que está”, afirmou.
Flávio disse ainda que a situação dos brasileiros piorou e que, por isso, não faz sentido insistir no que chamou de erro. “A esperança virou medo, medo de andar na rua de noite, medo de ter o celular roubado, medo de ter a moto roubada, medo da geladeira vazia, medo de não conseguir pagar as contas que estão atrasadas”, declarou.
O candidato do PL também fez um apelo para que ninguém deixe de votar. “Faça chuva ou faça sol, bora sair de casa para votar, que o Brasil vai mudar e vai vencer”, disse.


