Condenada por matar filho de 2 anos em Goiás por ele se parecer com o pai é presa no DF
Genitora impediu criança de sair das chamas através de um pedaço de madeira

Uma mulher condenada a 26 anos de prisão pelo assassinato do próprio filho, Alexandre Coutrim Rodrigues, de apenas 2 anos, foi localizada e presa pela polícia em Brazlândia, no Distrito Federal. O crime aconteceu em 2017, no município de Piranhas, região oeste de Goiás, e teve como motivação, segundo a investigação policial, o fato de a criança se parecer fisicamente com o pai, ex-companheiro da condenada. A mulher estava foragida desde 2025, quando passou a descumprir as determinações judiciais após receber progressão de regime.
A prisão foi resultado do cumprimento de um mandado expedido pela Justiça de Goiás. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), após ser localizada, a mulher foi apresentada à Delegacia de Polícia Civil de Sobradinho II. Posteriormente, foi encaminhada à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permanece à disposição da Justiça, aguardando transferência para uma unidade prisional em Goiás.
De acordo com o Registro de Atendimento Integrado- RAI, a condenada está grávida de oito meses.
Menino foi encontrado carbonizado em monte de entulho
Conforme o registro da ocorrência, foi a própria mãe quem acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), informando que o filho havia morrido após cair em uma fogueira. Na primeira versão, ela afirmou que havia se ausentado por alguns minutos e, nesse intervalo, a criança teria se aproximado do fogo e sofrido o acidente.
Durante as investigações, a mulher relatou que havia colocado fogo em um monte de folhas e entulhos acumulados no quintal da residência e, em seguida, entrado na casa. Outro filho teria percebido que Alexandre estava nas chamas e a chamado. Segundo a versão apresentada naquele momento, ela não conseguiu retirar o menino do fogo e, diante da situação, pediu ajuda à Polícia Militar e Samu.
Entretanto, os elementos reunidos pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO) levantaram dúvidas sobre a explicação apresentada. Conforme detalhes divulgados pelo delegado responsável pelo caso, Ronaldo Pinto Leite, e repercutidos pelo portal G1 Goiás, um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a ausência de movimentos da criança para tentar escapar das chamas.
As inconsistências no relato fizeram com que a hipótese de acidente perdesse força. A partir daí, os policiais passaram a trabalhar com a possibilidade de que o menino tivesse sido vítima de uma ação criminosa praticada pela própria mãe.
Confissão revelou motivação do crime
Com o avanço das investigações e o aprofundamento dos questionamentos, Adriana acabou confessando o assassinato. Em um vídeo, segundo informações da Polícia Civil, ela apresentou detalhes de como teria cometido o crime.
Na confissão, relatou que colocou Alexandre dentro da fogueira e utilizou um pedaço de madeira para impedir que conseguisse sair das chamas. O menino permaneceu naquela situação por determinado período. Posteriormente, ela afirmou que retirou o filho do fogo utilizando uma toalha.
A justificativa apresentada pela mulher para cometer o assassinato foi considerada especialmente chocante pelos investigadores: ela afirmou que o menino se parecia com seu ex-marido, pai da criança.
A localização no Distrito Federal representa mais um desdobramento de um caso que marcou a cidade de Piranhas e permaneceu na memória dos moradores pela brutalidade do assassinato de uma criança de apenas 2 anos. Com a prisão, a condenada deverá ser transferida para Goiás, onde ficará à disposição do Sistema Prisional Goiano para o cumprimento do restante da pena.



