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Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos a três dias do segundo turno

Aprovação do governo Lula supera a desaprovação pela primeira vez desde julho

Eduardo Marques

A três dias do segundo turno, o Datafolha mostra uma disputa em que ninguém leva vantagem. Em votos válidos, a conta que a Justiça Eleitoral usa para dizer quem ganhou, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecem com 50% cada. Não sobra um pontinho para nenhum dos lados, e quem vai desempatar é o eleitor, no domingo (25), na hora de apertar o botão da urna.

Olhando para todos os entrevistados, Flávio tem 47% e Lula, 46%. Essa diferença de um ponto é pequena demais para valer como vantagem, já que a margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo. Por isso, o instituto fala em empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, e só 2% ainda não sabem em quem votar.

Se alguém esperava uma virada de última hora, a pesquisa não trouxe novidade. Flávio ficou nos mesmos 47% da semana passada, que já eram menos que os 49% do dia 8. Lula ganhou um ponto e foi a 46%, depois de duas pesquisas seguidas com 45%. Com tão pouca mudança, não surpreende que a disputa chegue ao fim tão apertada.

E parece que não vem muita mudança por aí. Segundo o Datafolha, 94% dos eleitores já têm o voto totalmente decidido, e só 6% admitem trocar de lado até domingo. A rejeição também anda lado a lado, pois 46% dizem que não votam em Flávio de jeito nenhum e 45% dizem o mesmo sobre Lula. Outros 3% rejeitam os dois, e 6% não rejeitam nenhum.

Quando a gente olha quem vota em quem, o retrato do país aparece com cores bem definidas. Lula vai melhor entre pessoas com ensino fundamental (53% a 40%), entre quem ganha até dois salários mínimos (54% a 39%), entre católicos (55% a 39%), no Nordeste (65% a 30%) e entre quem se declara preto (57% a 37%). Flávio tem muito mais apoio entre os evangélicos (69% a 26%) e no Sul do país (58% a 33%). Nos demais grupos, os dois ficam empatados dentro da margem de erro ou o candidato do PL aparece um pouco à frente.

Tem ainda um detalhe curioso, que é o tamanho do caminho até a seção eleitoral. Entre quem mora perto de onde vota, Flávio tem 48% e Lula, 45%. Entre quem mora longe, a situação muda, e Lula lidera por 51% a 43%. Ou seja, quem se dispuser a encarar a distância no domingo pode fazer diferença no resultado.

A pesquisa também quis saber por que cada um vota como vota. Entre os eleitores de Lula, 81% acham que ele é o melhor candidato, e 13% votam nele para barrar Flávio. Entre os de Flávio, 65% o veem como o melhor nome, e 23% escolhem o candidato para derrotar o presidente. Na hora de apostar em quem vai ganhar, 53% acreditam em Flávio, e 39% apostam em Lula.

O governo Lula, por sua vez, tem 49% de aprovação e 48% de desaprovação. Pode parecer pouca coisa, mas é a primeira vez desde julho que a aprovação aparece na frente. A avaliação negativa caiu de 41% para 39%, a positiva subiu de 35% para 36%, e 24% consideram o governo regular.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Foram ouvidas 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95%, e o registro no TSE é BR-09709/2026.

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